top of page
jakob-cotton-UQJf6y91zZs-unsplash.jpg

Evidências para um hemisfério livre de bicheira.
Produzimos e encomendamos pesquisas que oferecem a governos, produtores e parceiros as evidências de que precisam para planejar e ampliar programas de controle e erradicação.

O peso da bicheira. Quantos animais são afetados, de criação e silvestres.

Impacto econômico. Quanto a bicheira custa aos produtores e às economias nacionais, e que retorno o seu controle pode gerar.

Novas tecnologias e caminhos regulatórios. Avaliação independente das ferramentas emergentes e do que é necessário para colocá-las em uso.

P_Aqua_Balance.png
P_Aqua_Balance.png
P_Aqua_Balance.png
P_Aqua_Balance.png
P_Aqua_Balance.png
P_Aqua_Balance.png

Estimativa do número de animais silvestres afetados pela bicheira na América do Sul

Estimativa, baseada em modelagem, da infestação e da mortalidade por bicheira (Cochliomyia hominivorax) em mamíferos silvestres na América do Sul.

Encomendamos o primeiro estudo que estima quantos animais silvestres são afetados pela mosca-da-bicheira (Cochliomyia hominivorax) na América do Sul. Quantificar esse impacto é essencial porque animais silvestres sem manejo podem funcionar como reservatório, contribuindo para a reinfestação nas propriedades rurais e dificultando os programas regionais de erradicação.. Este relatório é uma ferramenta para estruturar a vigilância e o planejamento regional da erradicação. O relatório completo, a documentação metodológica e os dados brutos estão disponíveis aqui.​​

pexels-juan-felipe-ramirez-312591454-26868198.jpg

 

Resumo dos Resultados

​​

  • Reservatório silvestre: o modelo principal projeta cerca de 37 milhões de mamíferos silvestres infestados por ano (cerca de 38 milhões de infestações no total) na América do Sul. Cenários ajustados por especialistas, que levam em conta lacunas nos levantamentos de campo, estimam até 155 milhões de indivíduos infestados.

  • Mortalidade: a miíase causada pela bicheira provoca cerca de 13 milhões de mortes de mamíferos silvestres por ano (taxa média de mortalidade de 35% em animais não tratados). As estimativas ajustadas por especialistas chegam a 55 milhões de mortes anuais.

  • Concentração geográfica:

    • Brasil é o maior reservatório, respondendo por 44% do total continental (cerca de 16 milhões de animais infestados e 5,7 milhões de mortes por ano).

    • Argentina ocupa o segundo lugar (cerca de 7 milhões de animais infestados e 2,5 milhões de mortes por ano).

    • Peru e Colômbia (cerca de 30 milhões de animais infestados por ano e 1 milhão de mortes cada) formam um corredor de alto risco na fronteira com as zonas de supressão da América Central.

  • Distribuição por espécie: espécies com altas taxas de ferimentos associados ao comportamento enfrentam um risco individual anual elevado: veados-mateiros (8–10%), porcos-do-mato (4–8%), tamanduás-bandeira (7%) e capivaras (6%).

pexels-saplak-19289099.jpg

Importância Estratégica

​​

  • Reservatórios silvestres como causa de infestação nas fazendas: populações de mamíferos silvestres sem manejo podem manter uma densidade elevada de moscas, gerando pressão de reinfestação sobre a criação comercial de bovinos, suínos e ovinos e prejudicando os esforços de controle. A biomassa e a distribuição dos hospedeiros silvestres devem ser integradas diretamente à vigilância e às taxas de liberação da Técnica do Inseto Estéril (TIE).

  • Otimização da biossegurança e da vigilância: oferece a agências de biossegurança e governos um mapa espacial para estruturar o monitoramento de campo (por exemplo, a vigilância de ferimentos por armadilhas fotográficas) nos biomas de maior carga (Gran Chaco, Cerrado e Pampa) e em áreas de fronteira estratégicas, como a região de Darién, entre a Colômbia e o Panamá.

  • Proteção da biodiversidade e de espécies vulneráveis: a bicheira é um fator adicional de mortalidade para espécies ameaçadas, como o taguá ou porco-do-mato-do-chaco (cerca de 234 mortes anuais de uma população remanescente de aproximadamente 9.500 indivíduos) e a anta-da-montanha, nas quais essa mortalidade extra pode ameaçar a estabilidade das populações locais.

Leia o estudo

Citação recomendada: Screwworm Free Future (2026). A Model-Based Estimate of New World Screwworm (Cochliomyia Hominivorax) Infestation and Mortality in Wild Mammals in South America. https://doi.org/10.5281/zenodo.21759599

P_Limestone_White.png
P_Limestone_White.png
P_Limestone_White.png
P_Limestone_White.png
P_Limestone_White.png
P_Limestone_White.png

Próximas publicações

Em breve, publicaremos novas pesquisas, entre elas uma análise dos custos econômicos da bicheira nas Américas e uma comparação da eficácia de diferentes tecnologias de controle e erradicação.

Trabalha com pesquisa sobre a bicheira?

Colaboramos com cientistas, instituições e governos de todas as Américas. Fale conosco em português, espanhol ou inglês.
  • LinkedIn

Agradecemos o seu contato. Retornaremos em breve.

© 2026 Futuro Livre de Bicheira é uma iniciativa sem fins lucrativos que promove a ciência e políticas públicas para proteger a saúde dos animais, das pessoas e das economias em todas as Américas contra a bicheira. As doações nos Estados Unidos são dedutíveis de impostos por meio de uma organização 501(c)(3), conforme permitido por lei.

bottom of page